Este segundo momento do curso foi o período do contato com O OUTRO.
sábado, 23 de agosto de 2008
4º Encontro - Gama, 17 de abril
No primeiro momento confeccionamos nossos crachás. Cada um recebeu um pedaço de papel cartão com barbante e canetas, pincéis e tintas. Depois de escrever o nome, desenhamos algo com o que nos identificávamos e fomos nos apresentando, informando o nome, local de trabalho, em qual função ou série e o porque do desenho, qual o motivo da escolha. Depois da apresentação, passamos à leitura compartilhada da crônica Campos e Cerrados de Rubem Alves. Foi um momento muito saboroso de interlocução do texto com o desenho escolhido e a apresentação de cada um. A fala de cada professor encontrou ECO no texto compartilhado. Em seguida organizei os grupos de acordo com a cor dos crachás (rosa, amarelo, azul e laranja) cada grupo escolheu um número que se refere a uma atividade a ser desenvolvida no encontro seguinte. Nos próximos encontros os grupos permanecem com os mesmos componentes mas as atividades são trocadas. As atividades são: 1- Socialização (trazer texto/dinâmica para compartilhar com os colegas); 2- Síntese (fazer registro escrito e ler no encontro seguinte); 3- Coordenação (observar o tempo de cada atividade, distribuir materiais); 4- Lanche. Esta dinâmica de trabalho foi uma sugestão da amiga e cursista Eloá.
Retomamos o encontro anterior e discutimos sobre o preconceito lingüístico. A pergunta é: você já sofreu preconceito lingüístico? Como foi? Como você se sentiu? Para refletir e escrever no caderno. Leitura e discussão do Fascículo 5.
Falamos sobre a avaliação do curso e entreguei o texto "O porta-fólio e a formação do professor reflexivo" - professora Benigna (UnB).
Em todos os encontros distribuo pedaços de papel para que os professores cursistas façam a avaliação do dia, não precisam se identificar. Estas avaliações têm ajudado muito na organização e planejamento do próximo encontro.
O planejamento do encontro juntamente com o material entregue aos cursistas podem ser acessados na página do curso no Gama ou no Blog: http://alfalinguagama.googlepages.com/http://memoriasalfalinguagama.blogspot.com/
Palestra: Avaliação - da Teoria à Prática, 16 de abril
com Verinez e Eliene (tutoras do Módulo 1) e professora Benigna (UnB) -
Auditório da DRE-Gama.
Auditório da DRE-Gama.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
EAPE - 16 de abril
Discutimos sobre o Livro Didático, os critérios do MEC para a ESCOLHA e os critérios do(s) professor(es) na(s) escola(s). Para nos orientar, temos o catálogo analítico da Unicamp (internet) e a apostila "O livro didático de Língua Portuguesa" de Regina Lúcia Péret Dell' Isola - UFMG (enviada por e-mail). Concluimos que é preciso atenção especial na escolha do Livro Didático e saber que nenhum livro vai atender totalmente às expectativas, cabe ao professor de Língua Portuguesa suprir as deficiências do livro que chega à escola. Para isto, mais do que nunca, o professor precisa pesquisar e se aperfeiçoar para melhor desenvolver seu trabalho. Discutimos também o nosso papel enquanto tutores, intermediando o curso junto ao CFORM/UnB, a EAPE e os professores nas Regionais de Ensino, nossas atribuições, relatórios, avaliações e sugestões.
3º Encontro - Gama, 10 de abril

Neste dia relembrei os dois encontros que tivemos, confirmei o contrato didático e as informações gerais sobre o curso para os cursistas que começaram hoje. Repassei alguns avisos sobre palestras interessantes voltadas para a prática de sala de aula e os conteúdos que estamos estudando. A leitura compartilhada foi do texto "Travessia", do livro Fomos maus alunos de Gilberto Dimenstein e Rubem Alves. Discutimos sobre a fala e a identidade de cada um. Registro escrito: como eu falo? Como minha fala se apresenta para o outro? Analisamos o poema "Vício na fala" de Oswald de Andrade. Falamos sobre a relação de poder implícito na língua e os telhados que os alunos trazem de casa.
Criei um e-mail para o curso no Gama para facilitar a comunicação. Enviei os vídeos e os textos dos três primeiros encontros para o e-mail dos colegas cursistas.
Todos os textos lidos nestes três primeiros encontros na Leitura Compartilhada falam da caminhada. A caminhada para beber a força, a coragem e a sabedoria. A caminhada escolar no processo de aprendizagem da língua de Carmo Bernardes e a travessia de Rubem Alves e Gilberto Dimenstein. Durante muito tempo deu-se muita importância ao ponto de chegada, aos objetivos a serem atingidos em todos os aspectos da vida, não só na educação. Depois surgiu uma preocupação também com o ponto de partida, para se garantir democraticamente ponto de partida igual para todos, a inclusão. E a caminhada? Ela é tão importante quanto. É durante a CAMINHADA que realmente aprendemos e nos transformamos.
Boa caminhada a todos nós...

O planejamento do encontro juntamente com o material entregue aos cursistas podem ser acessados na página do curso no Gama ou no Blog: http://alfalinguagama.googlepages.com/http://memoriasalfalinguagama.blogspot.com/
EAPE - 9 de abril
O encontro de hoje foi pura SINTONIA. Pela manhã, as palavras da Íris, da distribuidora Arco-Íris nos fez sentir vontade de ler. Ela soube contagiar a todos com sua paixão pelos livros e pela leitura. Depois fomos aprender um pouco sobre como fazer Blog com a professora Márcia Castilho(EAPE) http://fazendo-blogs.blogspot.com/
A tarde foi só deslumbramento... Percebemos que o nosso grupo possui um entrosamento muito especial e raro. A colega Clotilde (foto) trouxe o Diário de Bordo, o nosso Caderno de Registro dos encontros na EAPE e com muita propriedade leu o que escreveu sobre o nosso primeiro encontro para planejamento (19/03). O que nos ajudou a "partir de onde paramos" e a refletir sobre os objetivos do curso. Ela, carinhosamente, encapou o caderno com uma cópia do quadro "O pescador" de Tarcila do Amaral, numa alusão de que todos nós somos pescadores... Pescadores da palavra, do conhecimento, de gente... O professor Ari (Diretor da EAPE) entrou na sala para nos agradecer e nos motivar a continuar. Saí do encontro renovada e cheia de esperanças...
UnB - 04 de abril
Pela manhã a professora Fabiana, convidada pela professora Rita, realizou uma dinâmica corporal que nos fez refletir sobre a linguagem gestual. Falou-nos que nosso corpo é subjetivo e tem memória, que elaboramos o discurso do gesto do mesmo jeito que o da fala. Precisamos aprender a "ler" o corpo. Entabulamos conversas utilizando gestos e, na maioria das vezes, nem temos consciência. O uso da língua do blá-blá-blá nos fez perceber que a entonação do som que emitimos ajuda na comunicação, reforçando ou não o que o gesto e a expressão facial diz. No final, conversamos sobre a dinâmica realizada e sobre a frase de Machado de Assis: "O olho do homem serve de fotografia ao invisível, como o ouvido serve de eco ao silêncio."
A professora Rita nos entregou a apostila "Oralidade e Ensino", da UFMG, com sugestões de atividades para estimular o aperfeiçoamento da oralidade dos alunos. O professor de Língua Portuguesa deve aproveitar momentos reais de uso da oralidade para enriquecer a fala dos alunos, deve abrir espaço para o(s) aluno(s) contar(em) histórias, realizar concursos de piadas, entrevistas, discussões orientadas (debate), relatar notícias etc.
O professor Antonio nos falou do fascículo 5 e do PCN, de como podemos orientar os alunos em sala de aula de forma a não perpetuar práticas de preconceitos lingüíticos. Entregou o texto: "Implicações da questão da variação lingüística para a prática pedagógica" (PCN) e "Dez cisões para um ensino não, ou menos preconceituoso", de Marcos Bagno.
Todos os encontros na UnB são momentos de aprendizagem e reflexão. Descobrir como o nosso corpo fala é fascinante, mais que isto, a linguagem gestual dos alunos nos dizem muito mais que as palavras. Observar mais atentamente o que os alunos nos dizem com seus GESTOS pode apontar caminhos para uma melhor interação professor-aluno na sala de aula.
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